• India: Matri Bhumi
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Este é o primeiro de uma dezena de documentários rodados por Rossellini. Jean-Luc Godard diz que o filme é o ápice do gênero, comparando-a com Que viva México, de Sergei Eisenstein, Tabu, de F.W. Murnau, e ao famoso É tudo verdade, de Orson Welles. O filme é uma grande obra sobre a integração entre o homem e a natureza, que, a partir de uma realidade documental, propõe vários modelos de ficção. Uma obra-prima inédita nas Américas.

Roberto Rossellini

Roberto Rossellini

Nasceu em Roma, em 1906, filho de uma dona de casa e do dono de uma construtora. Seu pai construiu o primeiro cinema da capital italiana, o que deu ao pequeno Roberto passe livre para assistir a todos os filmes que quisesse, despertando assim sua paixão pela sétima arte. Começou ainda jovem no cinema, como técnico de som. Iniciou sua carreira como diretor quando o Fascismo já havia tomado o poder na Itália, com o que viria a ser conhecida como sua Trilogia do Fascismo – La nave bianca (1941), Un pilota ritorna (1942) e L'uomo dalla croce (1943). Pouco depois, faria um dos filmes fundadores do Neorrealismo italiano, Roma, cidade aberta (1945), de forte teor antifascista. O longa rodou o mundo, ganhou o Grande Prêmio do Festival de Cannes e é considerado um dos maiores clássicos do cinema. Teve um casamento de sete anos com a atriz Ingrid Bergman, que gerou três filhos, além de seis filmes, como Stromboli (1950), O medo (1954) e Viagem à Itália (1954). Rossellini continuou a fazer cinema e televisão até a sua morte, em 1977, em Roma, vítima de um infarto.