• Otello
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A versão de Orson Welles para a tragédia Otelo, de Shakespeare, foi um de seus filmes mais complicados. Com filmagens que aconteceram num espaço de três anos, o filme seria finalmente apresentado na competição do Festival de Veneza de 1951, com diálogos em italiano adaptados por Gian Gaspare Napolitano. Em cima da hora, Welles anunciou que o filme ainda não estava completo e só veio a apresentá-lo no Festival de Cannes do ano seguinte, em uma versão três minutos mais curta, que ganhou o Grande Prêmio (láurea maior do festival, antes da criação da Palma de Ouro). A CSC-Cineteca Nazionale apresentou esta versão restaurada da cópia italiana no Festival de Veneza 2015.

Orson Welles

Orson Welles

Nasceu em Kenosha, Wisconsin, EUA, em 6 de maio de 1915. Foi ator, diretor, roteirista, dramaturgo e produtor para cinema, teatro e rádio. No teatro, dirigiu montagens que marcaram época. Em seu programa de rádio, fazia versões de obras clássicas e abalou o país ao adaptar A guerra dos mundos, de H. G. Wells. Esse foi seu passaporte para Hollywood, onde estreou aos 26 anos com Cidadão Kane (1941), pelo qual ganhou o Oscar de roteiro original. Bem recebido pela crítica, o filme ganhou reconhecimento internacional por suas inovações narrativas. Daí em diante, sua relação com Hollywood e produtores foi de altos e baixos, com projetos iniciados e deixados de lado, e outros modificados por terceiros. Dirigiu 11 longas completos, incluindo clássicos como Soberba (1942), A dama de Xangai (1947), A marca da maldade (1958) e O processo (1962), além de três adaptações de Shakespeare: Macbeth (1948), Otelo (1952) e Falstaff – O toque da meia-noite (1965). Faleceu em 1985, em Los Angeles.

 

 




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