“Dolorosamente, aquela história ainda é a história de hoje”. Com frases como essa, de Fernanda Montenegro, o Festival do Rio viveu mais uma sessão histórica. Antes de levar à tela a cópia restaurada de “Central do Brasil”, atração bastante esperada na programação, a sala Estação NET Botafogo 1 manteve as luzes acesas para celebrar a presença dos responsáveis pelo enorme sucesso do filme: entre outros, o diretor Walter Salles, o diretor de fotografia Walter Carvalho e os protagonistas Fernanda Montenegro, Vinicius de Oliveira e Othon Bastos. 

Chamado ao palco pela diretora do Festival do Rio, Ilda Santiago, Walter Salles recebeu das mãos de Cacá Diegues o prêmio FIPRESCI Personalidade do Ano, concedido pela crítica internacional, que em 2018 foi batizado com o nome do crítico José Carlos Avellar (1936-2016). Salles desdobrou-se em agradecimentos. Lembrou que, sem ter visto filmes como “Chuvas de verão”, “Chica da Silva” e “Bye Bye Brasil”, todos de Cacá Diegues, ele “não teria o desejo de fazer cinema”. Em seguida, contou, com detalhes divertidos, como, sem o apoio e os ensinamentos de Avellar, “Central do Brasil talvez tivesse virado, no máximo, Estação Leopoldina”. O microfone, então, passou para as mãos de Fernanda Montenegro. 

Entre aplausos, a grande atriz festejou o momento único. “Rever o filme é comovente. E não é sempre que um elenco se reencontra dessa forma, vinte anos depois. O que estamos fazendo é quase uma conspiração”, disse. Uma noite histórica, definitivamente, arrematada pela exibição de “Central do Brasil”, vinte vitoriosos anos depois, em versão 4K.



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