Texto: Carol Matheus

Fotos: Eduardo Rocha

Na tarde desta quarta-feira (11/10), rolou o debate sobre o documentário O Muro que retrata a divisão política no Brasil com os eventos de 2016. O debate com cerca de 30 espectadores, teve presença do mediador Pablo Villaça, a produtora Leticia Montes e o diretor Lula Buarque.

Pablo começa conversando sobre a força do filme e como ele se torna angustiante e em seguida pergunta para o diretor como se iniciou oprojeto. Lula responde que com tudo o que estava acontecendo no país e com a cara de pau dos políticos chegarem em frente às câmeras dizendo que são inocentes. A partir deste momento, se veio a ideia de mostrar tudo o que estava acontecendo em Brasília, e ao ver o murosendo formado, ele se deu conta que o filme todo estava ali, no muro, que não só divide pessoas e sim famílias.

Pablo dá destaque para o ponto de vista narrativo, as vozes desassociadas as pessoas e a escolha da trilha sonora. O diretor responde que a inspiração veio das artes plásticas, onde os planos são longos e o espectador presta atenção em todos os detalhes. Quanto as vozes a ideia era que o espectador prestasse atenção na fala das pessoas, e não criassem nem empatia e nem afastamento do locutor. O diretor ressalta que ao longo do filme não aparece nenhum político, pois a ideia era mostrar a sociedade naquele momento.

Ao decorrer da conversa é levado em questão em como o muro ainda está metaforicamente de pé, e como no filme a polícia é retratada como um muro no filme. Para o diretor a polícia está como proteção do poder. Os espectadores também levantam a questão sobre o muro que estão querendo construir nos EUA. O diretor responde relatando que como foi um filme sem roteiro, e com a crescente dos acontecimentos no mundo, ele foi aos lugares e foram filmando. Que a ideia toda era mostrar uma sociedade vivendo ofuscada pelos muros.

O debate chegou ao seu final com Lula apontando para síntese final do final do filme, em que o muro a ser erguido é para dividir a sociedade dos intolerantes.




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