A Mostra Fronteiras do Festival do Rio, que tem um foco especial em cinema e direitos humanos, vai promover uma série de seis sessões de filmes seguidas de debates com convidados, no Estação NET Botafogo e na Cinemateca do MAM.

O primeiro encontro será no dia 7 de outubro, às 14h, sobre o filme Últimos homens em Aleppo (Last Men in Aleppo), de Firas Fayyad, vencedor do Grande Prêmio do Júri do Sundance Film Festival 2017. A guerra da Síria chega ao seu quinto ano e os habitantes que ainda resistem se preparam para um cerco. A sessão será seguida de bate-papo com Fernando Brancoli, professor de Segurança Internacional da UFRJ e Doutor em Relações Internacionais, que realizou pesquisas no Oriente Médio, na Líbia, Afeganistão e Iraque e é comentarista da Globonews.

No mesmo dia (07/10), às 16h30, na Cinemateca do MAM, acontece uma sessão gratuita do filme Livres (Free), do diretor Patrick Granja. O documentário conta a história de seis homens com um ideal: usar o cinema como instrumento de denúncia e visibilidade para as mazelas das prisões brasileiras. Em seguida, debatem o tema com mediação de Vik Birkbeck: o diretor; Gilson da Maia, idealizador do projeto e protagonista; Kaliman Chiappini, produtora e roteirista e Silvio Tendler, documentarista.

No domingo, 8 de outubro, às 14h, o documentário Estado de Exceção (State of Exception), de Jason O’Hara, será exibido em sessão gratuita também na Cinemateca do MAM. O filme traz um registro de uma comunidade de índios urbanos do Rio de Janeiro ameaçada de despejo, enquanto a cidade do Rio de Janeiro se preparava para sediar a Copa do Mundo da FIFA 2014 e as Olimpíadas de 2016. Participam do debate: o diretor do filme, Altair Guimarães e Jane Nascimento do Vila Autódromo, Celio Gari (Celio Viana) - antigo residente de Taboinha e líder da greve dos Garis e Zé Guajajara e Doethiro Tukano da Aldeia Maracanã. A mediadora será de Mariana Simões.

Os Médicos Sem Fronteiras promovem uma sessão dupla e gratuita, também no domingo (08/10), às 16h30, na Cinemateca do MAM. Serão exibidos: Mamãe Coronel (Maman Colonelle), de Dieudo Hamadi, sobre uma mulher que trabalha para a polícia da República do Congo, à frente da unidade de proteção a menores e combate à violência sexual; e a animação Desculpe, me afoguei (Sorry I Drowned), de Hussein Nakhal e David Habchy, inspirado em uma carta aparentemente encontrada junto ao corpo de uma vítima de afogamento no mar Mediterrâneo. Os filmes serão seguidos de um debate com Gabriel Nocito engenheiro de Produção da Médicos Sem Fronteiras, que já atuou em campos de refugiados no Sudão do Sul e nas operações de busca e resgate no Mediterrâneo.

Na terça-feira, dia 10 de outubro, às 17h, na Cinemateca do MAM, é a vez da sessão gratuita de Limpam com Fogo, documentário de César Vieira, Conrado Ferrato e Rafael Crespo sobre a epidemia de incêndios em favelas na cidade de São Paulo e a relação com a especulação imobiliária. A sessão será seguida de um debate com os diretores, mediada por Vik Birkbeck.

E na sexta-feira (13/10), às 19h, acontece a exibição de Encriptado (Black Code) de Nick de Pencier, um relato impressionante sobre como os governos controlam e manipulam a internet para censurar e monitorar seus cidadãos. No bate-papo estarão Felipe Peçanha, jornalista da Mídia Ninja; Bruno Teles que foi preso como vândalo e solto pelo testemunho da Mídia Ninja; e Ivana Bentes, professora da Escola de Comunicação da UFRJ, pesquisadora de cultura, cinema e mídia.



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