Parte da seleção do Festival do Rio de 2015, o documentário "Crônica da demolição", de Eduardo Ades, terá uma sessão de pré-estréia seguida de bate-papo com o diretor, no dia 9 de maio, a partir das 19h30, no Estação Net Rio (R. Voluntários da Pátria, 35, Botafogo). 


Na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, há uma praça vazia com um chafariz seco e um estacionamento subterrâneo. Há quarenta anos ali ficava o Palácio Monroe, antiga sede do Senado Federal. Com depoimentos de Alexandre Nicolaeff, Cesar Maia, Humberto Barreto, Noel de Almeida, entre outros, o longa-metragem conta uma história de sabres e leões, militares e arquitetos, passado e futuro. 

A história do Palácio Monroe (Rio de Janeiro, 1906-1976) sintetiza e revela importantes questões sobre o Brasil do século XX: não só no que refere à arquitetura e ao urbanismo, como principalmente às noções de modernidade e patrimônio. O Palácio foi um marco da Avenida Central, situado em um dos pontos mais nobres da avenida que se tornou símbolo da modernização do Rio no início do século XX: a Praça Mahatma Gandhi, na ligação da Cinelândia com a Avenida Beira-Mar. 

Ao longo da sua existência, o Palácio abrigou diversas instituições, sendo a mais notória o Senado Federal, que lá ficou sediado entre 1925 e 1960 (excetuando-se parte da Era Vargas, quando o Congresso foi fechado). Com a transferência da capital federal para Brasília, o Palácio Monroe começa a se fragilizar no cenário de uma cidade em transformação intensa, entre os anos 1960 e 1970. Sua demolição, em 1976, nunca foi totalmente esclarecida.



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