A atriz francesa Sandrine Dumas ostenta no currículo trabalhos com diretores de prestígio como Milos Forman (“Valmont – Uma história de seduções”), Krzysztof Kieslowski (“A dupla vida de Véronique”) e Robert Altman (“Além da terapia”). “Aprendi muito com todos eles, são realizadores dotados de inteligência cinematográfica imensa. Quando comecei a escrever e dirigir, essa experiência acumulada emergiu”, conta ela. Sandrine estreou como diretora de longa de ficção com a comédia “Pequenas mentiras francesas”, atração do Festival do Rio 2019, e está no Rio a convite do evento.

“Pequenas mentiras francesas” narra a divertida história de Jewell Stone, cantora fracassada que vive em Paris e trabalha como garçonete. Um belo dia, ela recebe a visita surpresa de Marie, sua avó e única parente, que mora nos Estados Unidos – a chegada repentina da vovó seria uma ótima notícia, se Jewell, nas cartas para ela, não tivesse passado todo o tempo mentindo sobre uma vida de sonhos, com a carreira de cantora realizada, um marido e até uma filha, Ruby.

O filme ainda tem três sessões programadas no Festival do Rio:

. Sábado (14), 18h, no Kinoplex São Luiz 2

. Segunda (16), 14h15, Estação NET Ipanema 2

. Quarta (18), 14h, Reserva Cultural Niterói 2

Nesta temporada carioca, em sua primeira visita ao Brasil, a atriz e diretora francesa não está perdendo tempo. “Busco abrir os olhos ao máximo. Vi bons filmes no Festival, conheci um lugar fantástico, o Centro de Artes da Maré, fui apresentada às bravas pessoas que trabalham por lá, e também andei muito pela praia”, diz.

Mais do que agradecida pelo convite para visitar a cidade, Sandrine Dumas sente-se solidária. “Estou orgulhosa, acompanhei de longe a luta de Ilda Santiago e dos demais realizadores do Festival para fazer com que a edição deste ano acontecesse. Acredito que o cinema é uma forma de ensinar sobre sentimentos, sobre problemáticas variadas, e os Festivais são uma plataforma maravilhosa para isso”, diz. Em uma sessão aberta por Ilda Santiago, diretora do Festival, a atriz conta que, mesmo ouvindo a fala em português, entendeu que se tratava “do discurso de uma lutadora”, discurso com o qual ela concorda. “É preciso lutar pela arte, é uma forma de combate não violenta, por isso entendi que era necessário estar aqui”. O Festival do Rio agradece.



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