“Eu tento fazer uma série de filmes sobre a vida contemporânea”, diz Frederick Wiseman, um dos maiores nomes da história do documentário, ao tentar definir o seu cinema. “Escolhi fazer filmes em instituições norte-americanas e francesas, mas que existem em todos os lugares, de formas diferentes. A polícia no Brasil é diferente da polícia nos EUA, mas todo país tem polícia, escolas, hospitais e exército. Então tento mostrar a vida contemporânea através dessas instituições”.

Em Berkeley é seu filme mais recente e se passa na universidade de Berkeley, na Califórnia, uma das maiores dos Estados Unidos, ao lado de Harvard. O filme documenta a luta do conselho diretor da faculdade com problemas financeiros, que afetam todo o sistema educacional do país. “Quando comecei, sabia que isso estava acontecendo e que seria importante para o filme”, conta Wiseman. “Um dos principais temas é a sobrevivência da integridade e da qualidade da universidade”.

O retrato da faculdade é um espelho do que acontece nos EUA nesse momento. “O mesmo problema existe na maior parte das universidades públicas norte-americanas e nem todas conseguirão superá-lo”.

Em Berkeley tem sua primeira sessão no Festival do Rio hoje (2), às 20h no Estação Rio 3, dentro da mostra Panorama: Grandes Documentaristas. A reprise acontece no dia 9, às 13h45 no Instituto Moreira Salles.




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