Por: Ana Vigna

Em um gênero que não é nada conhecido pelo publico cinematográfico, Filme Ensaio se torna quase que essencial para o ator brasileiro. Com todo o seu olhar sensível e carinhoso, Maria Flor consegue trazer as telas uma obra regada de ensinamentos, risos, paixão, choros e verdades. Após a exibição de hoje (8/11), rolou um debate mediado por Denise Trindade e com a presença da diretora, o roteirista Emanuel Aragao e a montadora Isabel.

A mediadora começa elogiando o trabalho e perguntando sobre o processo de criação que vem sendo elaborado desde 2014, Flor conta que uma das maiores motivações ao fazer o longa foi que ela nunca fez teatro e queria de alguma se aproximar dessa obra e por isso acompanhou os ensaios da peça, afirma também que não tinha roteiro e nem uma pretensão para chegar ao filme em si, tudo aconteceu apenas através da captação das imagens que ao final tinham mais de 100 horas de gravação e a partir dai, os roteiristas Emanuel e Adriano Guimarães entram no projeto para complementar a narrativa e criar o longa. 

Emanuel conta: “A gente começou a pensar em como viabilizar pra talvez tentar fazer aquela coisa, porque talvez se a gente botasse aquelas imagens na tela sem alguma mediação talvez não fosse possível assistir aquele material”. O filme segue as atrizes Andréa Beltrão, Malu Galli e Mariana Lima nos ensaios da peça teatral Nômades, e conta com a narração de Maria Flor, que mais vira uma personagem do que uma narradora em si.

Segundo Aragão, a ideia do nome Filme Ensaio surgiu antes mesmo da equipe saber da existência do gênero e que no final o filme ja havia passado por mais de 20 versões ate chegar essa final. Na escolhe de imagens, Flor compartilha: “Foi muito difícil escolher essas imagens porque tinha muita coisa, muita repetição delas e eu gostava muito dessa repetição, eu queria muito que tivesse essa ideia de fazer várias vezes e tinha falas maravilhosas.”

O longa está passando na mostra Retratos da Premiére Brasil no Festival do Rio.




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