Uma música que inspira uma peça de teatro, que décadas depois é adaptada aos cinemas. Entre 1972 e 1974, Oduvaldo Vianna Filho escreveu “Rasga Coração”, em referência a uma música homônima de o maestro Anacleto de Medeiros (1866-1907) letrada por Catulo da Paixão Cearense (1863-1946). Com o texto censurado, o dramaturgo morreu de câncer de pulmão antes de ver sua peça encenada, o que aconteceu apenas cinco anos depois, em Curitiba.

Com questionamentos atuais, como as divergências políticas e o conflito entre gerações, o texto ganhou sua versão cinematográfica pelas lentes do diretor Jorge Furtado ("O homem que copiava", "Meu tio matou um cara" e "Saneamento básico"). “Rasga Coração” será exibido hoje dentro da mostra Hors Concours da Première Brasil, às 19h no CCLSR – Cine Odeon Net Claro, com a presença do diretor e elenco.

Na trama, o ator Marco Ricca interpreta Manguari Pistolão, um pai de família que se dedicou a vida inteira à militância política. Mas, para sua surpresa, seu filho Luca (Chay Suede) começa a chamá-lo de conservador e anacrônico. O garoto quer largar a faculdade de medicina e entrar de vez no movimento hippie. Em um crescente conflito com as escolhas do filho, Manguari verá seu passado sendo reinventado na figura de Luca e terá que enfrentar o mesmo que seu pai enfrentou. Através desta relação, o longa apresenta a história de um país partido.

“Rasga Coração” terá mais duas sessões: na quarta-feira (07/11) às 20h45, no Roxy 1 e na quinta (08/11), às 13h45, no Estação Net Gávea 1.




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