O polonês Lech Majewski está no Festival do Rio para lançar Onírica. Depois de The Garden of Earthly  Delights e O moinho e a cruz, o longa completa a trilogia idealizada pelo diretor onde a obra de grandes artistas do passado dialogam com o mundo contemporâneo. Em Onírica, é a vez de Dante Alighiere servir como uma espécie de guia para se entender a Polônia atual.

O filme conta a história do poeta Adam, que perde sua amada em um acidente de carro e, desolado, desiste do seu trabalho como professor de literatura para trabalhar em um supermercado. A leitura da Divina comédia, obra-prima de Alighiere, passa a ser seu único consolo em tempos difíceis. “Meu herói é um mestre de 700 anos atrás”, comenta o diretor.

Majewski, que também é poeta e artista plástico -  já expôs seus trabalhos na Bienal de Veneza e teve uma retrospectiva de sua obra no MoMA, em Nova York – assina, em Onírica, também a fotografia e a música do longa. “Gosto de colocar as mãos em diversas partes do processo em um filme. Assim chego mais próximo da minha própria visão. É algo natural para mim”, comenta ele, feliz de estar no Rio de Janeiro e relembrar dos anos 1980.

O diretor polonês morou dois anos na cidade, época em que dirigiu Prisoner of Rio (1988),  longa de ficção sobre o sequestro do famoso assaltante inglês Ronald Biggs.

Por Sara Stopazzolli



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