O documentário “Livres”, dirigido por Patrick Granja, estreou com a sala da Cinemateca do MAM lotada. O filme retrata o sistema prisional do Brasil: histórias de racismo, tortura e violações de Direitos Humanos, mas também de liberdade, sonhos e justiça através da visão de seis ex-detentos. A vida na cadeia fez a imaginação desses homens voar pra fora das grades e usar a arte como potencial ferramenta de reconstrução humana. E de denúncia.

“Este documentário foi construído de forma totalmente colaborativa, uma coisa que não é comum hoje no cinema, ainda mais para falar de um tema tão delicado como é o sistema prisional brasileiro”, disse Patrick durante a première.

O diretor é jornalista e repórter do jornal A Nova Democracia. Em 2010, começou a desenvolver e publicar reportagens em vídeo sobre violações de direitos humanos nas favelas do Rio de Janeiro. Nos anos seguintes, em especial a partir de 2013, os vídeos passaram a repercutir internacionalmente. Em 2017, dirigiu o curta-metragem Terra e sangue: bastidores do massacre de Pau D’Arco. “Livres” é seu primeiro longa.

Texto e foto: Bruna Velon



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