Na tarde de terça (10), um tema particularmente quente entrou em pauta no RioMarket. O setor de negócios do Festival do Rio, este ano sediado no hotel Rio Othon Palace, recebeu palestrantes e debatedores no painel “Como a pirataria afeta o mercado audiovisual?” Os convidados para discutir a questão foram Eduardo Carneiro, coordenador de combate à pirataria da Ancine, Felipe Senna, membro da empresa LTA Hub, Rodrigo Dias, especialista em crimes cibernéticos, e José Francisco de Araújo Lima, professor e advogado.
Amparados em dados recentes, os convidados revelaram que o Brasil ocupa a 4ª posição no triste ranking dos países que mais acessam sites de pirataria. Esse fenômeno implica, a cada ano, em uma perda calculada de R$ 8,7 bilhões para o mercado audiovisual. Os estudos apresentados também fazem uma projeção preocupante: em dez anos, caso não ocorra um combate mais eficiente à pirataria, podem ser extintos 150 mil postos de trabalho no setor.
Durante o encontro, os palestrastes ressaltaram que o combate à pirataria vem crescendo, através de iniciativas governamentais e ações integradas, de empresas privadas e órgãos institucionais. Um exemplo dessa postura foi a criação, no Congresso Nacional, da Frente Parlamentar Mista de Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria.
Eduardo Carneiro ainda deu mais detalhes sobre a coordenação de combate à pirataria da ANCINE, que, com o Ministério da Justiça e Segurança Nacional, orquestrou a maior ação já vista no mercado audiovisual. A Operação 404 da SEOPI (Secretaria de Operações Integradas, subordinada ao Ministério) suspendeu 210 sites de distribuição de conteúdos piratas e 100 aplicativos impróprios em treze estados do Brasil.
Isadora Mattos



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