Manhã de sol. Na rua tranquila da cidadezinha rural da Argentina, um senhor sai de uma casa carregando uma bolsa. Em seguida, uma mulher, levando um espelho. Com novos personagens indo embora do local, sempre com objetos na mão, acaba a impressão inicial de que se tratavam de moradores. São vizinhos pilhando a moradia de uma família que fugiu ou desapareceu. Ambientado nos duros anos 70, o terceiro filme do diretor argentino Benjamin Neishat, “Vermelho Sol” (Rojo), mostra a violência política de forma indireta, silenciosa.

O protagonista, o correto advogado Dario, vai jantar com sua mulher e acaba brigando com um cliente visivelmente desequilibrado. As conseqüências do incidente vão muito além daquela noite quando um detetive aparece na cidade para interrogá-lo sobre um desaparecimento.

Segundo Benjamin Neishat, que veio ao Rio de Janeiro a convite do Festival, o filme não é baseado em nenhum episódio específico, mas foi feito a partir de pequenas histórias que pesquisou em jornais de época e reportagens de televisão, além de até relatos familiares. “A minha família nessa época sofreu um atentado em casa e teve que sair do país por 10 anos. Ficamos exilados na França”, contou.

Coprodução Argentina, Brasil, França, Alemanha e Holanda, “Vermelho Sol” tem como diretor de fotografia o pernambucano Pedro Sotero (de “Aquarius” e “Gabriel e a Montanha”). No último Festival de San Sebastián, Sotero recebeu o Prêmio do Júri de Melhor Fotografia. O longa-metragem ainda ganhou a Concha de Prata de Melhor Ator, para Dario Grandinetti, e a Concha de Prata de Melhor Direção, para Benjamin Neishat.

Parte da Première Latina do Festival do Rio, o filme será distribuído no país pela Vitrine Filmes.




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