Texto: Fernando Flack

A mostra Midnight Movies estreou nesta sexta-feira (06/10) com as produções mais fora do comum e eletrizantes do Festival do Rio. E para começar, o público do Estação NET 4 se surpreendeu com o curta “Sal” do diretor Diego Freitas, que abriu a sessão do longa-metragem "Cadáveres Bronzeados", de Hélène Cattet e Bruno Forzani.

O filme é baseado em uma história real, sobre a qual Diego e sua equipe fazem todo o mistério para não estragar a grande surpresa do final do filme, e também evitar spoilers em uma simples pesquisa no Google. Na trama, Márcio, um técnico de informática solitário, encontra Sérgio, um arquiteto de meia-idade, em um site onde as pessoas compartilham uma fantasia estranha. Eles resolvem se encontrar. No apartamento de Sérgio, Márcio terá que concordar com os termos estabelecidos pelo arquiteto para que possa realizar seu sonho. 

Antes da sessão, o diretor conversou rapidamente com a equipe do site do Festival do Rio sobre o processo de produção do curta-metragem e sobre seu longa “O Segredo de Davi”, em fase de produção.

O filme é baseado em fatos reais. Como foi que vocês chegaram na ideia de transformar essa história em filme?

A gente evita falar de qual fato real nós construímos o filme para não haver spoiler. O filme dura em torno de 15 minutos e só no final o público é surpreendido e fica sabendo sobre o que os personagens estão falando. Só nos últimos 5 segundos. E no final se explica qual é a história real e de onde veio tudo o que se passa ali na tela. É o filme do spoiler (risos). Nós já passamos por vários festivais internacionais e nacionais, como Gramado, e em todos mantivemos o segredo sobre a história. É um filme baseado no mistério. Quanto menos você sabe, mais legal é a experiência. A ideia surgiu durante o processo de rodagem do longa metragem “O Segredo de Davi”. Eu já havia captado recursos e estava para rodar o filme. Então fiquei naquele limbo e pensei que precisava rodar um curta. Então achei esse texto, que era uma adaptação de teatro de uma escritora chamada Claudia Barral.

E como foi processo de produção do curta?
A gente fez a pré-produção em uma semana e rodamos o curta em um dia. Demoramos mais uma semana para montar. Foi algo bem rápido. É um filme de dois atores em um único cenário. É um filme bem de ator mesmo.



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