Publicado em 03/10/2023

A edição deste ano do Festival do Rio será a primeira a contar com uma animação como filme de abertura. Trata-se de Atiraram no Pianista (They Shot The Piano Player), de Fernando Trueba e Javier Mariscal, que darão o pontapé na maratona cinéfila carioca na noite do dia 5 de outubro.

A dupla espanhola, que realizou Chico & Rita (2010), uma ode à vibrante cena musical cubana que foi indicada ao Oscar de melhor animação, retoma a parceria no filme de abertura do Festival do Rio. A trama acompanha a investigação de um jornalista sobre a morte do pianista brasileiro Tenório Jr., que desapareceu misteriosamente em Buenos Aires no ano de 1976, quando acompanhava Vinicius de Moraes e Toquinho em turnê pela Argentina.

O longa-metragem será a primeira animação exibida na edição deste ano do Festival do Rio, mas não a única. A seleção oficial conta ainda com produções que se destacaram no Festival de Annecy, meca do cinema animado. É o caso da produção húngara-eslovaca Céu de Plástico (White Plastic Sky), que integrou a seleção oficial dos festivais de Annecy e Berlim e está na mostra Expectativa. A trama, distópica e futurística, é uma odisseia ambientada no ano de 2123 e acompanha uma história de amor em um mundo escasso em recursos no qual as pessoas são transformadas em árvores quando completam 50 anos.


Vencedora do Prêmio do Júri em Annecy em 2021, a animação Meu Pequeno Maad (My Sunny Maad), da cineasta checa Michaela Pavlátová está na mostra Panorama Mundial no Festival do Rio. Adaptação do romance “Freshta”, de Petra Procházková, a trama acompanha a vida de uma mulher que se apaixona por um afegão e se muda para Cabul nos anos em que o país estava livre do regime Talibã. O longa-metragem foi indicado ao Globo de Ouro de melhor animação e venceu o César na mesma categoria.

A programação do Festival do Rio conta ainda com uma série de sessões gratuitas voltadas para o público infantil, incluindo a exibição de clássicos modernos internacionais Moana: Um Mar de Aventuras (2017) e Toy Story (1995). Ambas as produções fazem parte programação gratuita do Festival do Rio, que neste ano retoma as sessões do Cinema na Praia, com projeções abertas ao público na Praia de Copacabana, no telão montado na altura do Posto 4.

As sessões abertas ao público nas lonas culturais também terão produções brasileiras, como Perlimps, de Alê Abreu, e Tarsilinha, de Kiko Mistrorigo e Célia Catunda, filme inspirado na obra de Tarsila do Amaral. Os filmes fazem parte da programação do Cinema Circulação, projeto que leva oficinas e sessões gratuitas para diversas arenas culturais municipais. A Arena Carioca Abelardo Barbosa/Chacrinha (Pedra de Guaratiba), a Areninha Cultura João Bosco (Vista Alegre), a Arena Jovelina Pérola Negra (Pavuna) e o MUHCAB - Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Gamboa) fazem parte do projeto que visa disseminar os filmes nacionais e contribuir para a formação de novos cinéfilos e produtores audiovisuais em diferentes bairros da cidade.

Tarsilinha também será exibido no Cinema na Praia e terá uma sessão com audiodescrição no Instituto Benjamin Constant (Urca), que também faz parte da programação gratuita.

Duas produções representam o cinema de animação nas mostras competitivas da Première Brasil, o curta-metragem mineiro Diamantes de Acayaca, de Francisco Nora Franco e Fernanda Roque (Competição Curta-Metragem) e longa-metragem carioca Bizarros Peixes das Fossas Abissais, de Marão (Competição Novos Rumos).

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O Festival do Rio é apresentado pelo Ministério da Cultura, Shell e Prefeitura do Rio. Tem patrocínio master da Shell através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e apoio especial da Prefeitura do Rio – por meio da RioFilme, órgão que integra a Secretaria Municipal de Cultura e apoio FIRJAN. Realização: Cinema do Rio e Ministério da Cultura / Governo Federal.



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