Dia Nacional do Documentário Brasileiro: conheça todos os vencedores do Troféu Redentor de melhor documentário no Festival do Rio Neste dia 7 de agosto, relembre todos os longas-metragens do gênero que venceram o prêmio principal da categoria ao longo das décadas e saiba onde assistir às produções que estão disponíveis em plataformas de streaming
O cinema documental nacional é responsável por algumas das mais importantes páginas da história do audiovisual brasileiro e exerce um importante papel ao instigar reflexões e contribuir para a preservação da memória nacional. Além disso, o formato do documentário, ao usar a realidade como matéria-prima, também pode entreter, emocionar e deixar no público um impacto tão duradouro e transformador quanto dramas, comédias, suspenses e outros gêneros do cinema ficcional.
Nesta quinta-feira, dia 7 de agosto, é celebrado o Dia Nacional do Documentário Brasileiro. A escolha da data faz menção ao dia do nascimento do cineasta Olney São Paulo (1936 - 1978), um dos maiores documentaristas do Brasil, que se notabilizou por sua denúncia das mazelas sociais do país. A data foi instituída pela Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD) no ano de 2011.
Por sua postura combativa, em especial em função do conteúdo do média-metragem Manhã Cinzenta (1969), um libelo contra o autoritarismo, Olney foi perseguido pela ditadura militar. O regime chegou a prender e torturar o realizador, que contraiu, na cadeia, uma pneumonia que evoluiu, anos depois, para um câncer no pulmão que abreviaria sua vida aos 41 anos.
O cinema documental e o Festival do Rio
No Festival do Rio, o cinema documental ocupa um lugar de destaque desde a primeira edição do evento em 1999, contribuindo para a valorização e visibilidade do formato desde seus primórdios.
No ano de 2014, o Festival do Rio instituiu, no âmbito da Première Brasil, o prêmio de Melhor Direção de documentário, uma categoria com holofote para o trabalho de realizadores e realizadoras que se destacam no gênero. Naquela ocasião, o prêmio foi pela cineasta Theresa Jessouroun por seu trabalho em À Queima Roupa.
Theresa Jessouroun foi a primeira pessoa a vencer o Troféu Redentor de Melhor Direção de Documentário — Foto: Rogerio Resende/R2Foto/Festival do Rio
Mesmo antes da criação da categoria de Melhor Direção de Documentário na Première Brasil, cineastas que competiam com trabalhos documentais chegaram a se destacar na disputa do Prêmio de Melhor Direção, superando colegas que competiam com filmes de ficção. Foi o que aconteceu nas edições de 2012 e 2003 do Festival do Rio, quando Eryk Rocha (com o filme Jards) e Guilherme Coelho (com Fala Tu) venceram o prêmio máximo de direção.
Eryk Rocha venceu o Troféu Redentor de Melhor Direção por seu trabalho no documentário Jards — Foto: Festival do Rio/Renata Abreu
Uma das personalidades mais premiadas da história do Festival do Rio é justamente uma documentarista, a cineasta carioca Susanna Lira. Com o filme Torre das Donzelas — obra sobre o reencontro de ex-prisioneiras políticas detidas na ala feminina do Presídio Tiradentes, em São Paulo, pela ditadura militar —, a diretora venceu o Troféu Redentor de Melhor Documentário pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular e o prêmio de Melhor Direção de Documentário na edição de 2018 do festival.
Susana Lira após a premiação no Festival do Rio 2018, ano em que a cineasta venceu o Troféu Redentor três vezes — Foto: Reprodução/Instagram @susannalira
Outro trabalho de Lira, o documentário Positivas, venceu o prêmio da categoria pelo Júri Popular em 2010. A cineasta ainda recebeu uma menção honrosa no Festival do Rio 2013 por seu trabalho em Damas do Samba e integrou o Júri Oficial da Première Brasil na edição de 2019 do evento, presidido pela produtora Mariza Leão.
Eduardo Coutinho recebe o Troféu Redentor no Festival do Rio 2011 — Foto: Festival do Rio
Além de Torre das Donzelas, outros dois filmes caíram nas graças do Júri Oficial e do público do festival, faturando o Troféu Redentor de melhor documentário em ambas as categorias: As Canções, penúltimo filme rodado e última obra finalizada pelo saudoso Eduardo Coutinho, e Dzi Croquettes, obra de Tatiana Issa e Raphael Alvarez sobre o irreverente e contestador grupo de teatro que dá nome ao longa.
Com uma lista que reflete a força, relevância e diversidade do cinema documental brasileiro, relembre todos os longas-metragens vencedores do Troféu Redentor de melhor documentário no Festival do Rio e saiba quais deles estão disponíveis para assistir no streaming.
3 Obás de Xangô, de Sérgio Machado
Sinopse: O filme gira em torno da amizade incondicional de Jorge Amado, Dorival Caymmi e Carybé. Artistas que foram os maiores responsáveis pela criação de um imaginário de baianidade que persiste até os dias de hoje. Os três defendiam que a força de suas obras residia em documentar o que viam nas ruas: a resiliência do povo do candomblé, o poder das mulheres e a onipresença do mar. Os livros de Jorge, as canções de Caymmi e as pinturas e esculturas de Carybé consolidaram "um modo de estar no mundo" dos baianos e influenciaram gerações de artistas.
Onde assistir: estreia nos cinemas em setembro
Leia também: Filme destaca arte, amizade e religiosidade de Dorival Caymmi, Jorge Amado e Carybé
Othelo, o Grande, de Lucas H. Rossi dos Santos
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 25º Festival do Rio (2023). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: Sebastião Bernardes de Souza Prata, o Grande Otelo, foi um dos maiores atores e comediantes do país. Órfão e neto de escravos, escapou da pobreza para forjar uma carreira que rompeu todas as barreiras imagináveis para um ator negro no Brasil, trabalhando com cineastas como Orson Welles, Joaquim Pedro de Andrade, Werner Herzog, Julio Bressane e Nelson Pereira dos Santos, entre tantos outros. Enquanto a mídia se aproveitava de suas polêmicas, Otelo moldou sua própria narrativa e discutiu o racismo que o assombrou por oito décadas, duas ditaduras e mais de cem filmes.
Leia também: documentário exalta pioneirismo de ícone negro da cultura brasileira
Exu e o Universo, de Thiago Zanata
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 24º Festival do Rio (2022). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: No Brasil, país onde a liberdade de culto está sob ataque e o racismo é sistêmico, um professor nigeriano e sua comunidade lutam para provar que seu deus Exu não é o diabo. Exu e o Universo é um filme sobre a descolonização do pensamento e a influência do povo Iorubá no Brasil e ao redor do mundo.
Leia também: Enfrentamento ao racismo religioso
Rolê - Histórias dos Rolezinhos, de Vladimir Seixas
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 23º Festival do Rio (2021). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: Os rolezinhos em shoppings no Brasil mobilizaram milhares de pessoas nos últimos anos. Essa forma inusitada de manifestação escancarou as barreiras impostas pela discriminação racial e exclusão social. Acompanhe neste documentário a vida e as lembranças de três personagens negras que enfrentaram situações traumáticas de racismo e participaram das ocupações em shoppings. Descubra os sonhos, a beleza, a poesia, a arte e a política de uma geração que encontrou novas maneiras de lidar com a violência vivida promovendo um intenso debate pelo país.
Leia também: As questões urgentes de Depois Quando e Rolê - Histórias dos Rolezinhos
Ressaca, de Patrizia Landi e Vincent Rimbaux
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 21º Festival do Rio (2019). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: O filme acompanha o corpo artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro quando os salários são suspensos. Registra a espera, marcada pelos dias que se alongam sem boas notícias, e a resistência: porque, a despeito da ruína, e da miséria, é preciso produzir e sobreviver.
Leia também: Ressaca e um Rio de Janeiro em preto e branco
Favela é Moda, de Emílio Domingos
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 21º Festival do Rio (2019). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: O cotidiano e o desenvolvimento de jovens modelos de uma agência localizada na favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio de Janeiro. A partir do conceito Moda Resistência, eles questionam o padrão estético no mercado da moda no Brasil.
Onde assistir: Claro TV+, CurtaOn, Prime Video (com assinatura premium)
Torre das Donzelas, de Susanna Lira
Vencedor de dois Troféus Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 20º Festival do Rio (2018). Eleito pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular.
Sinopse: Há desejos que nem a prisão e nem a tortura inibem: liberdade e justiça. Há razões que nos mantêm íntegros mesmo em situações extremas de dor e humilhação: a amizade e a solidariedade. O filme traz relatos inéditos da ex-presidente Dilma Rousseff e de suas ex-companheiras de cela do Presídio Tiradentes, em São Paulo, resultando em um exercício coletivo de memória feito por mulheres que acreditam que resistir ainda é um único modo de se manter livre.
Leia também: "Ter um Redentor no currículo é transformador", reflete Susanna Lira (entrevista)
Piripkura, de Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 19º Festival do Rio (2017). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: Dois indígenas nômades do povo Piripkura sobrevivem cercados por fazendas e madeireiros numa área ainda protegida no meio da Floresta Amazônica. Jair Candor, servidor da FUNAI, acompanha ambos desde 1989. Ele realiza expedições periódicas, muitas delas acompanhado por Rita, a terceira sobrevivente Piripkura, monitorando vestígios que comprovem a presença deles na floresta, a fim de impedir a invasão da área. Packyî e Tamandua vivem com um facão, um machado cego e uma tocha. Este filme aborda as consequências de uma tragédia e revela força, resiliência e autonomia.
Onde assistir: CurtaOn, Prime Video (com assinatura premium)
Leia também: Documentário Piripkura visa a luta indígena e a necessidade da empatia da sociedade brasileira pela causa
Dedo na Ferida, de Silvio Tendler
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 19º Festival do Rio (2017). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: Este documentário trata do fim do estado de bem-estar social e da interrupção dos sonhos de uma vida melhor para todos em um cenário onde a lógica do capital financeiro inviabiliza qualquer alternativa de justiça social. Milhões de pessoas peregrinam em busca de melhores condições de vida, enquanto o capital só aspira à concentração da riqueza em poucas mãos. Neste cenário de tensões sociais, intelectuais lutam para transformar o mundo levantando temas como o fim dos direitos sociais, o desemprego, o mercado e o ressurgimento de movimentos extremistas.
Leia também: Economia e mercado financeiro são tema de documentário
A Luta do Século, de Sérgio Machado
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 18º Festival do Rio (2016). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: O documentário narra a trajetória dos pugilistas Reginaldo Holyfield e Luciano Todo Duro, que encontraram no boxe uma maneira de escapar da miséria e tornaram-se dois dos maiores ídolos do esporte nordestino. A rivalidade entre eles colocou em pé de guerra Bahia e Pernambuco nos anos 90. Durante mais de 20 anos, os dois se odiaram tanto que não podiam dividir o mesmo espaço sem se agredir. Eles se enfrentaram 6 vezes, com 3 vitórias para cada lado. Durante as filmagens, os inimigos, já com mais de 50 anos, resolveram se enfrentar pela última vez.
Onde assistir: Mercado Play
Divinas Divas, de Leandra Leal
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 18º Festival do Rio (2016). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: As Divinas Divas são ícones da primeira geração de artistas travestis no Brasil dos anos 1960. Um dos primeiros palcos a abrigar homens vestidos de mulher foi o Teatro Rival, dirigido por Américo Leal, avô da diretora. O filme traz para a cena a intimidade, o talento e as histórias de uma geração que revolucionou o comportamento sexual e desafiou a moral de uma época.
Leia também: Leandra Leal apresenta seu primeiro trabalho como diretora
Olmo e a Gaivota, de Petra Costa
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 17º Festival do Rio (2015). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: A travessia pelo labirinto da psique de Olivia, atriz intempestiva que se prepara para atuar na peça A gaivota, de Tchekov. Quando o espetáculo começa a tomar forma, Olivia e seu companheiro Serge, que haviam se conhecido anos antes nos ensaios do Théâtre du Soleil, descobrem que ela está grávida. O filme tem uma nova virada quando o que parecia ser encenação revela-se como a própria vida. Ou seria o inverso? Esta investigação do processo criativo nos convida a questionar o que é real, o que é imaginário e o que celebramos e sacrificamos em nossas vidas.
Leia mais: Um filme híbrido
Betinho - A Esperança Equilibrista, de Victor Lopes
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 17º Festival do Rio (2015). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: Sociólogo e ativista, Herbert de Souza, o Betinho, nasceu hemofílico, depois enfrentou e venceu a tuberculose, a clandestinidade e o exílio. Torna-se símbolo da Anistia e, contaminado pelo vírus da AIDS, inicia as primeiras campanhas contra a doença. Lidera diversos movimentos sociais e o Movimento pela Ética na Política. Em 1993, lança a Ação da Cidadania Contra a Fome e pela Vida, campanha que mobiliza milhões de brasileiros e muda o rumo do país. No duelo permanente contra a injustiça e a morte, a saga de Betinho revela um personagem essencial da história do Brasil.
Leia também: Um Cine Encontro de força e inspiração
À Queima Roupa, de Theresa Jessouroun
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 16º Festival do Rio (2014). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: Documentário investigativo que mostra a violência e a corrupção da polícia do Rio de Janeiro nos últimos 20 anos, apresentando os fatos mais emblemáticos deste período do ponto de vista dos familiares, testemunhas, sobreviventes e demais envolvidos diretamente nos casos, como advogados, promotores e juízes. O filme parte da Chacina de Vigário Geral de 1993, culminando com execuções cometidas em nome da lei em 2012 e 2013. Os fatos são apresentados através de entrevistas, imagens de arquivo e cenas ficcionais que reconstroem a memória dos sobreviventes das chacinas.
Favela Gay, de Rodrigo Felha
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 16º Festival do Rio (2014). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: O filme mostra como é a vida da comunidade queer nas favelas do Rio de Janeiro. Gays existem em todo lugar, seja no morro ou no asfalto, mas aqui o assunto é tratado com a participação de outros signos – o tráfico, as igrejas evangélicas e a vizinhança. O filme também aborda as questões comuns dos homossexuais e transexuais: homofobia, preconceito, aceitação da família, trabalho e o dia a dia com a sociedade. Apesar das adversidades, cada personagem, inserido no cotidiano de sua comunidade, conta como reinventou sua história através da música, da dança, da política e do estudo.
Onde assistir: disponível para aluguel e venda na Apple TV
Leia também: A vida da comunidade LGBT nas favelas cariocas
Histórias de Arcanjo – Um documentário sobre Tim Lopes, de Guilherme Azevedo
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 15º Festival do Rio (2013). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: Histórias de Arcanjo narra a trajetória do jornalista Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, Tim Lopes, que saiu do Rio Grande do Sul, ainda criança, para morar no Rio de Janeiro. Considerado um dos maiores repórteres investigativos do Brasil, Tim é admirado e reverenciado por sua forma singular de fazer jornalismo. Através de reencontros com amigos, colegas de profissão e personagens de matérias, Bruno, seu filho, percorre por histórias inéditas.
Onde assistir: Prime Video
Fla X Flu - 40 Minutos Antes Do Nada, de Renato Terra
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 15º Festival do Rio (2013). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: Com depoimentos de Zico, Assis, Leandro, Junior, Romário, Pedro Bial, Tony Platão e torcedores apaixonados, o filme convida o espectador a compartilhar uma das rivalidades mais charmosas do futebol mundial. Além de resgatar imagens históricas e jogos memoráveis da TV Globo e do Canal 100, Fla x Flu alterna depoimentos parciais e passionais de ambos os lados, potencializando provocações, brincadeiras e emoções. A imparcialidade e o comentário analítico ficam de fora. Mais do que falar de futebol, este é um filme sobre paixão feito para todas as torcidas.
Hélio Oiticica, de Cesar Oiticica Filho
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 14º Festival do Rio (2012). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: O documentário conta a história do artista plástico Hélio Oiticica através de imagens de arquivo gravadas por ele mesmo durante os anos de 1960 e 1970. O material foi encontrado por seu sobrinho Cesar Oiticica Filho, quando preparava uma exposição sobre a vida e obra do tio. Hélio Oiticica é um filme sobre a vida e obra de um dos maiores artistas brasileiros ganhador de premios internacionais e nacionais.
Dossiê Jango, de Paulo Henrique Fontenelle
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 14º Festival do Rio (2012). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: Eleito democraticamente presidente do Brasil, João Goulart foi expulso do cargo após o golpe de Estado de 1º de abril de 1964. O ex-presidente se refugiou na Argentina, onde morreu em 1976, quando estava planejando voltar ao Brasil. O documentário investiga as circunstâncias de sua morte no país vizinho, com vistas a tentar esclarecer publicamente alguns fatos obscuros da história do Brasil.
As Canções, de Eduardo Coutinho
Vencedor de dois Troféus Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 13º Festival do Rio (2011). Eleito pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular.
Sinopse: O documentarista Eduardo Coutinho entrevista pessoas que contam suas histórias e relembram canções clássicas da música brasileira que marcaram suas vidas.
Onde assistir: Netflix
Leia também: Legado de Eduardo Coutinho é celebrado no Dia Nacional do Documentário Brasileiro
Diário de Uma Busca, de Flávia Castro
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 12º Festival do Rio (2010). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: Celso Castro, militante de esquerda, foi encontrado morto no apartamento de um ex-oficial nazista. A polícia sustenta que se trata de um suicídio. O episódio é o ponto de partida de Flavia, filha de Celso e diretora do filme, que decide reconstruir a história da vida e da morte do seu pai, voltando aos cenários do exílio familiar, da ilusão e do fracasso de um projeto político.
Onde assistir: CurtaOn, Looke, Prime Video (com assinatura premium)
Positivas, de Susanna Lira
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 12º Festival do Rio (2010). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: As trajetórias e as vidas de mulheres que se tornaram soropositivas por terem sido infectadas por seus maridos ou companheiros narradas através de entrevistas com elas mesmas, abordando suas condições, suas vidas e também como o impacto da descoberta fez com que elas começassem a militar em várias campanhas pela prevenção da doença.
Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez
Vencedor de dois Troféus Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 11º Festival do Rio (2009). Eleito pelo Júri Oficial (empatado com Reidy, a Construção da Utopia) e pelo Júri Popular.
Sinopse: O grupo teatral carioca Dzi Croquettes marcou o cenário artístico brasileiro nos anos 70 ao contestar a ditadura por meio do deboche e da ironia e defender a quebra de tabus sociais e sexuais. Agora é possível acompanhar toda a trajetória do grupo através das palavras dos próprios Dzi, Cláudio Tovar, Ciro Barcelos, Bayard Tonelli, Benedicto Lacerda, e Rogério di Poly. E com depoimento de artistas e amigos como Liza Minnelli, Ron Lewis, Gilberto Gil, Nelson Motta, Marília Pêra, Ney Matogrosso, Betty Faria, José Possi Neto, Miéle, Jorge Fernando, César Camargo Mariano, Cláudia Raia, Miguel Falabella, Pedro Cardoso, Norma Bengell e muitos outros, podemos relembrar a marca que esses treze homens deixaram no mundo.
Reidy, a Construção da Utopia, de Ana Maria Magalhães
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 11º Festival do Rio (2009). Eleito pelo Júri Oficial (empatado com Dzi Croquettes).
Sinopse: O documentário aborda a trajetória do arquiteto e urbanista Affonso Eduardo Reidy através de sua proposta de transformação do Rio de Janeiro em cidade moderna, e a repercussão de sua obra na atualidade. Em projetos como o Museu de Arte Moderna e o Aterro e parque do Flamengo, o mais querido pelos habitantes da cidade, o arquiteto promove a construção da paisagem urbana sob a perspectiva de uma utopia com capacidade de ação no mundo real.
Estrada Real da Cachaça, de Pedro Urano
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 10º Festival do Rio (2008). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: Espécie de roadmovie no espaço e no tempo, o filme busca um reencontro com a realidade nacional através da mais brasileira das bebidas, a cachaça. Trata-se de uma investigação histórica, antropológica, sócio-econômica e poética que procura, ao longo da chamada Estrada Real, articular fragmentos significativos da trajetória da nação brasileira. Estrada Real da Cachaça propõe a reatualização de um percurso ancestral com o objetivo de mapear a presença da cachaça na cultura brasileira.
Loki - Arnaldo Baptista, de Paulo Henrique Fontenelle
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 10º Festival do Rio (2008). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: A trajetória do músico Arnaldo Baptista desde a infância, passando pela fase de maior sucesso como líder d'Os Mutantes e pelo casamento com Rita Lee, além de sua separação, depressão e volta por cima.
Onde assistir: Globoplay (com assinatura premium)
Leia também: No Dia Internacional do Rock, relembre filmes sobre rock 'n' roll que marcaram o Festival do Rio
Condor, de Roberto Mader
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 9º Festival do Rio (2007). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: O documentário narra as diferentes versões sobre a “Operação Condor”, conexão entre as ditaduras do Cone Sul nos anos 70, e apresenta depoimentos emocionantes de algumas vítimas e personagens desse período marcante da história da América Latina. Vencedor dos prêmios de Melhor Documentário no Festival do Rio e Prêmio Especial do Júri em Gramado em 2007.
Onde assistir: CurtaOn, Prime Video (com assinatura premium)
Memória Para o Uso Diário, de Beth Formaggini
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 9º Festival do Rio (2007). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: Filme realizado pelo Grupo Tortura Nunca Mais, uma organização formada por ativistas, militantes da esquerda e parentes de mortos e desparecidos durante o período do regime militar no Brasil, buscando manter viva a memória daqueles que perderam suas vidas nos 21 anos de ditadura como uma forma de não repetir o passado no futuro.
À Margem do Concreto, de Evaldo Mocarzel
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 8º Festival do Rio (2006). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: Um documentário sobre os sem-teto e os movimentos de moradia em São Paulo. O filme acompanha a atuação de várias lideranças que promovem atos de ocupação na região central de São Paulo e que estão fazendo justiça social com as próprias mãos.
Onde assistir: disponível no site do diretor.
Fabricando Tom Zé, de Decio Matos Jr.
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 8º Festival do Rio (2006). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: Fabricando Tom Zé é um documentário que retrata a vida e obra de um dos mais controversos Tropicalistas, cujo fio condutor é sua turnê pela Europa em 2005. O filme mistura diferentes formatos de vídeo, película e animação para mostrar uma detalhada visão do universo musical de Tom Zé, para o qual um baixo e um esmeril têm a mesma importância melódica. Em entrevistas bem intimistas, ele narra diversas fases de sua vida e conta como começou sua carreira na década de 60, o ostracismo nos anos 70 e seu ressurgimento no início anos 90.
500 Almas, de Joel Pizzini
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 7º Festival do Rio (2005). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: O delicado processo de reconstrução da memória e da identidade dos índios Guatós - através de depoimentos dos próprios membros da comunidade e de reconstituições de crimes realizados por homens brancos contra eles -, uma tribo indígena da região do Pantanal mato-grossense que foi descoberta muitos e muitos anos após ter sido considerada extinta e que atualmente se encontra disperso pela área.
Onde assistir: Box Brazil Play, Prime Video (com assinatura premium)
Do Luto à Luta, de Evaldo Macarzel
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 7º Festival do Rio (2005). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: Este documentário apresenta um olhar sem preconceitos sobre a síndrome de Down, retratando famílias e indivíduos com a condição. Pais compartilham suas experiências desde o momento em que recebem dos médicos a notícia de que seus bebês têm síndrome de Down, e como superam o baque inicial por meio dos sentimentos de maternidade e paternidade. Acima de tudo, o filme mostra como pessoas com Down podem ter sucesso em suas vidas, seja dançando, praticando esportes, lendo e até mesmo amando e se casando.
Estamira, de Marcos Prado
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 6º Festival do Rio (2004). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: Aos 63 anos, Estamira sofre de distúrbios mentais e trabalha como catadora no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho (RJ). O filme narra sua história de vida.
Onde assistir: Telecine, Globoplay (com assinatura premium)
Fábio Fabuloso, de Antonio Ricardo, Pedro Cezar e Ricardo Bocão
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 6º Festival do Rio (2004). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: A trajetória do paraibano Fábio Gouveia, considerado por muitos um dos maiores surfista do Brasil. Além de muito surfe e do registro dos momentos mais importantes de sua carreira, como as vitórias nos campeonatos mundiais no Havaí e na França, mostra o lado mais íntimo e familiar do surfista.
À Margem da Imagem, de Evaldo Mocarzel
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 5º Festival do Rio (2003). Eleito pelo Júri Oficial.
Sinopse: À Margem da Imagem é um documentário em curta e também em longa-metragem sobre moradores de rua da cidade de São Paulo, que discute a estetização da miséria e o roubo da imagem de quem está na exclusão social mais absoluta.
Onde assistir: disponível no site do diretor.
Fala Tu, de Guilherme Coelho
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 5º Festival do Rio (2003). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: Há 20 anos, o documentário Fala Tu chamava a atenção da crítica e dos espectadores por mostrar o cotidiano de uma periferia da zona norte do Rio. Ganhador dos prêmios de melhor filme pelo júri popular e melhor direção do Festival do Rio 2003, o filme mostra a vida de três personagens reais que batalham para fazer do rap o seu ganha-pão — uma reflexão pungente de um Brasil de ontem (que também poderia ser de hoje) sem estereótipos.
Onde assistir: disponível para aluguel e venda na Apple TV.
Ônibus 174, de José Padilha
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 4º Festival do Rio (2002). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: O filme retrata um dos episódios mais marcantes da violência urbana brasileira: o sequestro do ônibus da linha 174, que culminou nas mortes de uma refém e do sequestrador.
Onde assistir: Telecine, Globoplay (com assinatura premium), Prime Video (com assinatura premium)
Onde a Terra Acaba, de Sérgio Machado
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 3º Festival do Rio (2001). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: Onde a Terra Acaba, de Sérgio Machado, é um documentário sobre o universo cinematográfico de Mário Peixoto (1908-1992). Para se aproximar do realizador de Limite (1931), o filme se serve de diferentes materiais, estruturando-se a partir de fotografias da infância e adolescência do cineasta, diários, desenhos e trechos dos filmes concebidos por Peixoto.
Onde assistir: CurtaOn, Prime Video
O Sonho de Rose - 10 Anos Depois, de Tetê Moraes
Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário na Première Brasil no 2º Festival do Rio (2000). Eleito pelo Júri Popular.
Sinopse: Seguindo os passos dos personagens do filme Terra Para Rose, primeiro documentário da diretora Tetê Moraes, O Sonho de Rose mostra como vivem hoje algumas das 1500 famílias que participaram da invasão do MST à Fazenda Annoni, no Rio Grande do Sul. Após anos de luta vivendo acampados em barracas de lona, enfrentando a polícia e negociando com o governo, eles conseguem transformar seus sonhos em realidade trabalhando como pequenos agricultores em cooperativas ou associações.
Paralamas em Close-Up, de Andrucha Waddington, Breno Silveira e Claudio Torres
Vencedor do prêmio de melhor documentário em vídeo no 1º Festival do Rio (1999)
Sinopse: Herbert Vianna, João Barone e Bi Ribeiro, Os Paralamas do Sucesso, convidam o público para uma viagem pela história do rock brasileiro, explorando as raízes do gênero musical no Brasil. O especial reúne entrevistas e "canjas" de artistas como Jorge Ben Jor, Evandro Mesquita, Roberto Frejat, Kid Abelha, Roger e Arnaldo Antunes.
Siga o Festival do Rio nas redes sociais:
O Festival do Rio é apresentado pelo Ministério da Cultura, Shell e Prefeitura do Rio. Tem patrocínio master da Shell através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e apoio especial da Prefeitura do Rio - por meio da Riofilme, órgão que integra a Secretaria Municipal de Cultura. Realização: Cinema do Rio e Ministério da Cultura / Governo Federal.
Newsletter
Cadastre-se para receber nossa newsletter e mantenha-se informado sobre as principais novidades do Festival do Rio
Voltar