No coração da Casamansa (no sul do Senegal), um pequeno vilarejo muçulmano torna-se uma espécie de ilha mística, protegida por guias religiosos, os Marabus, e pelo som de tambores, que acendem a fogueira e ditam a sorte de um futuro incerto, onde o misticismo é o único escudo protetor.​ O documentário dirigido por Daniel Leite sobre este mundo mágico no coração da África será exibido no sábado, dia 15, às 19h, no Kinoplex São Luis 4 e no dia 16, às 13h, no Roxy 2. O fotógrafo e cineasta brasileiro conseguiu superar a espessa barreira que separa a vila de Kabadio, ao Sul do Senegal, do restante do mundo, território dos homens brancos, ali chamados de toubab. 

O filme é resultado de duas viagens de Daniel Leite pelo sul do Senegal, região conhecida como Casamansa e que, apesar do nome, sofre pelos conflitos armados entre tribos há mais de duas décadas e pela guerrilha separatista, que quer dividir o Senegal em dois territórios independentes entre si. Daniel viajou dias e dias por estradas pequenas, controladas por guerrilheiros e milicianos, que cobram pedágio e fiscalizam quem entra e sai da zona militarizada ao sul do Senegal. Até chegar ao vilarejo de Kabadio, que é uma área neutra, pacífica, respeitada por todos os soldados em conflito, por causa de sua força mística. Daniel Leite, que hoje trabalha na Rede Globo, fez uma extensa pesquisa sobre as origens na população do vilarejo e acredita que ali está a origem de boa parte dos ancestrais dos escravos que vieram para o Brasil. A filmagem contou com a ajuda de uma organização humanitária internacional.

Saiba mais sobre o filme:

Kabadio _ O tempo não tem pressa, anda descalço

Direção de Daniel Leite

Um mergulho profundo em um novo mundo repleto de ritos, música, magia, segredos, imagens fascinantes e depoimentos de personagens reais, que tentam sobreviver e manter suas tradições em meio a uma guerra civil e a realidade do contrabando de mercadorias. No coração da Casamansa (sul do Senegal), um pequeno vilarejo muçulmano torna-se uma espécie de ilha mística, protegida por guias religiosos, os Marabus, e pelo som de tambores, que acendem a fogueira e ditam a sorte de um futuro incerto, onde o misticismo é o único escudo protetor.​

http://www.festivaldorio.com.br/br/filmes/kabadio-o-tempo-nao-tem-pressa-anda-descalco



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