A diretora australiana Gracie Otto passou pelo Festival do Rio para apresentar seu primeiro  longa-metragem, o documentário O último produtor de teatro. O filme faz um retrato intimista do produtor londrino e bon vivant Michael White, responsável por transformar a cena cultural britânica nos anos 1970, tendo produzido mais de 300 espetáculos e filmes como Rocky Horror Picture Show e Monty Python – Em busca do cálice sagrado.

Grace conheceu White, segundo ela “a pessoa mais famosa do mundo que você nunca ouviu falar”, no Festival de Cannes em 2010. “Ele me convidou para uma festa e lá estavam Mick Jagger e outras celebridades doidas. Eu não sabia quem ele era e o que fazia, mas logo percebi que era uma pessoa especial”, conta ela, que ficou encantada com a história de vida, a personalidade e a energia para divertir-se como se não houvesse amanhã que White preserva até hoje, aos 79 anos. “Depois eu li uma biografia dele publicada em 1984 e descobri que ele foi um dos mais incríveis produtores da Inglaterra. Cruzou diferentes artes, como música, dança e teatro. E há um enigma em torno dele. Decidi que precisava fazer um filme sobre esse cara misterioso”, conta ela.

Grace Demorou três anos e meio para concluir o documentário, que foi rodado em vários países e traz entrevistas com 15 amigos próximos e pessoas que conviveram com White ao longo de sua carreira, como Kate Moss e Anna Wintour.

O filme ainda terá exibições na segunda, 06/10, às 20hs no Cine Joia, e na quarta, 08/10, às 14hs no Instituto Moreira Salles. 

Por Sara Stopazzolli



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