No Festival do Rio, os grandes personagens do cinema e os bastidores da sétima arte ganham destaque nos documentários da mostra Filme.Doc. Em 2018, os longas-metragens que compõem a seleção trazem o perfil de quatro grandes diretores, de diferentes períodos e estilos.

O consagrado diretor William Hal Ashby (1929-1988) é tema de uma cinebiografia assinada por Amy Scott. Indicado ao Grande Prêmio do Júri do Festival de Sundance na categoria Documentário, “Hal Ashby” (Hal) narra a vida e obra do realizador de obras emblemáticas da década de 1970 como “Ensina-me a viver”, “Shampoo” e “Amargo regresso”, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor em 1978.

Seus filmes são relembrados no documentário por nomes como Jane Fonda, Jon Voight e Jeff Bridges, além dos diretores Alexander Payne e Norman Jewison. Enquanto, para os outros ele encarnava uma paz fundamental, em seu íntimo lidava com questões profundas que depois transformaria nos temas principais de seu trabalho.

Narrado por Jodie Foster, “Be Natural: A história não contada da primeira cineasta do mundo” (Be natural: the untold story of Alice Guy-Blaché), da diretora Pamela B. Green, celebra uma mulher pioneira que marcou presença no início da história do cinema, no ponto de interseção de inovação, tecnologia e narração que mais tarde viria a se tornar a indústria do entretenimento que nós conhecemos hoje em dia.  Alice Guy-Blaché (1873-1968) realizou seu primeiro filme aos 23 anos, e ao longo da vida escreveu, dirigiu e trabalhou em mais de 1000 produções.

Parte da seleção do Festival de Cannes 2018, o documentário é feito a partir de imagens de arquivo e entrevistas com a diretora Agnès Varda, a roteirista Diablo Cody e os atores Geena Davis e Bem Kingsley.

O documentário “Os olhos de Orsen Welles” (The eyes of Orson Welles), de Mark Cousins é um mergulho no universo visual do lendário diretor e ator. A partir de centenas de pinturas e desenhos pessoais de Welles, a produção revela um retrato do artista nunca foi visto antes - através de seus próprios olhos, esboçado com a própria mão, pintado com seu próprio pincel.

Produzido por Michael Moore, o filme traz à vida as paixões, a política e o poder deste brilhante showman do século XX, mostrando como o gênio de Welles ainda ressoa até hoje, na era de Trump, mais de 30 anos depois sua morte. O filme foi premiado com o Golden Eye no Festival de Cannes. 


O último filme da mostra é o italiano “Friedkin uncut”, de Francesco Zippel. O documentário traz uma visão íntima da vida e da carreira artística de William Friedkin (1935), o extraordinário e excêntrico diretor de filmes cult como “O exorcista”, “Operação França”, “Parceiros da noite” e “O comboio do medo”.

Pela primeira vez, o realizador americano se revela, guiando os espectadores por uma viagem fascinante pelos temas e histórias que influenciaram sua vida e sua carreira. Graças à participação de grandes amigos e colaboradores (como Francis Ford Coppola, Ellen Burstyn, Quentin Tarantino, Willem Dafoe, entre outros), é possível descobrir curiosidades e debater sobre o que realmente significa ser um artista. 




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