O ator espanhol Carlos Bardem está no Festival do Rio para lançar o longa González, dirigido pelo mexicano Christian Díaz Pardo, em sessão de gala hoje, às 19h15, no Estação Rio 1.

Para compor seu personagem, um pastor evangélico brasileiro, Bardem acessou as memórias linguísticas da época em que viveu no Brasil, quando foi sócio de um bar em Búzios entre 1988 e 1992.  “Como este pastor já vivia no México há algum tempo, meu portunhol deu conta”, diverte-se ele, que acredita que a origem brasileira do pastor tem inspiração na realidade, já que muitas das igrejas evangélicas que estão por todo o México são originárias do Brasil. Segundo ele, o filme é uma crítica não só à conduta exploratória destes pastores, mas também ao Estado omisso que gera uma massa de desesperados. “E é  nessas igrejas que eles encontram algum conforto”, comenta ele.  

González é a quinta produção mexicana da carreira do ator. “É um país que me acolhe muito bem. Tem uma produção efervescente, ao contrário do que está ocorrendo na Espanha. A política cultural por lá está muito complicada, muito desfavorável a nós, artistas. Está complicado produzir qualquer coisa na Espanha, e quanto mais revoltados ficamos mais o governo tenta nos prejudicar”, comenta ele, que é irmão do ator Javier Bardem e também é escritor e roteirista. 

Por Sara Stopazzolli



Voltar